segunda-feira, 5 de junho de 2017

Contos populares: texto 01

A história que abre essa nova série é uma narrativa baseada na leitura de contos populares. Embora pertença a um trabalho de exposição sobre narrativas de aventura, optamos por colocá-la nessa nova série, uma vez que deixa de lado os obstáculos pelos quais tem que passar um aventureiro e foca no mistério. Vemos nitidamente a influência de enredos com fatos sem explicação, os finais surpreendentes e a presença de personagens que habitam o imaginário popular, características dos contos que perpassam gerações e abrilhantam a cultura de nosso povo. Aqui, a autora brinca com o sonho e a realidade; flerta com o medo, mas adocica com a ternura infantil de quem vê, na presença de personagens da vida pelos quais sentimos afeto, o esteio que nos dá segurança. Ou será que nós é que imaginamos coisas? Pra saber, leiam, pois!

A casa assombrada
Era uma vez uma linda menina que estava andando pela rua, quando, de repente, tudo se apagou. E ela disse a si mesma:
- Como assim as luzes se apagaram?
Quando ela ouviu um barulho, olhou para uma casa abandonada e, na janela, viu um homem de capa preta. Bem na hora as luzes se acenderam, e ela olhou novamente para a janela, mas o homem não estava mais lá.
A menina ficou muito espantada e com medo. Achou muito estranho, pois pensou que tinha visto uma pessoa ali. Ela foi correndo pra casa, muito assustada. Enquanto dormia, aconteceram coisas esquisitas: televisão ficava ligando e desligando, ventilador do mesmo jeito, luzes da cozinha acendendo e apagando...
A noite acabou e o dia chegou. Sua mãe a ajudou a se acalmar. Ela viu seu gatinho e viu também que tudo não passava de sua imaginação.

(Júlia Amorim) 

Narrativas de aventura: texto 03

Nas histórias de aventura, o protagonista enfrenta diversas adversidades para atingir seus objetivos. Passa por obstáculos variados, vilões cabulosos, que tramam para que ele não chegue lá. Mas ele chega. E é assim que essa história conta: um aventureiro que, desde pequenino, queria ser algo, embora houvesse quem duvidasse. O detalhe fica para a criatividade da autora, que foi capaz de assumir o papel de narrador personagem, do sexo masculino e adulto, contando história de superação. Um toque de emoção e outro de revanchismo permeiam a narrativa, mas faz parte do gênero. Curto, esse é um texto que nos brinda mais uma vez com a tônica de desbravar o mundo. Pra saber mais, leiam, pois!

Quero ser aventureiro
Essa é a minha história. Quando eu era pequeno, com uns três, quatro anos, sonhava em ser aventureiro. Fala para minha mãe:
- Mãe, quero ser igual ao vovô, um grande aventureiro.
E ficava brincando com meu equipamento de aventureiro que meu avô tinha me dado. Ele me deu e falou:
- Meu neto, confio em você. Vou lhe dar esse equipamento de aventura pra quando você estiver bem grandão, ser igual a mim. Meu neto, eu te amo!
E faleceu em seguida. Me senti forte, muito forte nesse momento. Depois fui crescendo e estava com dezoito anos, quando deixei minha família e fui me arriscar em passear o mundo todo de bicicleta. E consegui!
Na Alemanha conheci minha esposa e hoje vivo com ela e meus filhos, e sou um aventureiro muito famoso. Muitos riam da minha cara. Tinha um menino que implicava comigo, fazia de tudo pra eu ser um nada, mas dei a volta por cima. Ele agora é um nada e nem pede desculpa a mim, mas nem ligo. Essa é a minha história.

(Iasmim Medeiros)

Contos populares: texto 01

A história que abre essa nova série é uma narrativa baseada na leitura de contos populares. Embora pertença a um trabalho de exposição sobr...

Mais visitadas