quinta-feira, 11 de maio de 2017

Narrativas de aventura: texto 02

Dando sequência às postagens de textos escritos por pequenos escritores, trago uma história de sonhos. Sonho particular e ambicioso, para ser mais preciso; mas também um sonho bem simples, ainda que complicado. Na verdade é simples de pensar, pois quem nunca pensou em viajar mundo afora? Quem nunca teve vontade de ver lugares diferentes? O problema são as circunstâncias, as consequências, os perigos, os desafios que surgem ao longo da jornada. É esse o contexto dessa história que ora trago a público. Talvez o protagonista não entenda o que é um sonho de um homem só... Mas a autora disse bem em que pode dar. Querem saber? Leiam, pois!

Um sonho complicado
Um dia, um certo homem decidiu realizar um sonho muito antigo. Esse era um dos maiores sonhos dele. Então ele decidiu conversar com sua família e disse:
- Amanhã irei realizar um dos meus maiores sonhos de qualquer jeito. Quero andar pelo Brasil, conhecer lugares e...
A mulher interrompe e diz:
- Bem, foi bom sonhar, imaginar, você tem imaginação, parabéns! Mas agora nós temos que voltar aos nossos afazeres, né?
- O que? Isso não é imaginação coisa nenhuma! Você não ouviu? Eu vou fazer isso amanhã!!! – disse o homem sonhador.
- Você não pode fazer isso. Nós não temos dinheiro!!!
- E quem disse que vou precisar usar dinheiro? – disse o homem.
- Ora, pra fazer isso você precisa de dinheiro. - disse a mulher já irritada.
- Você ainda não entendeu, eu não vou de carro, eu vou sozinho, andando, ter uma aventura sem fim, vou ser reconhecido mundialmente como um dos maiores aventureiros do mundo, vou passar por perigos. – disse o homem. Então sua mulher falou:
- Hum... quero ver você fazer isso amanhã.
- Pois você vai ver e bem cedinho.
Então, no dia seguinte, quando ela acordou...                                                                  
- Cadê ele? Cadê meu marido? Ah, meu Deus, ele saiu para fazer aquela besteira. Mas vou me tranquilizar, vou ver até aonde ele vai com isso, mas para prevenir vou pedir para procurarem por ele.
Então, esse homem andou e andou, mas andou tanto que chegou em outro estado. E quando chegou a noite, muito cansado, ele olhou ao seu redor e viu que não tinha onde dormir. Foi aí que avistou um pequeno banco e dormiu lá. Assim que amanheceu, sentiu muita fome e lembrou que tinha levado comida em sua bolsa. Aí ele abriu e não encontrou nada. Quando olhou para o lado avistou um homem com toda comida que tinha em sua bolsa. Após o acontecido, ele viu uma linda macieira, pegou uma maça e comeu com todo gosto, neste momento veio um cachorro muito grande e bravo, que foi pra cima dele e o arranhou todo mesmo.
Depois disso, o homem seguiu sua jornada e, por oitenta dias, foi assim, e com muito mais perigos. Num dia, no meio do caminho, encontrou (...) que quando o viu logo foi ajudar. Passou remédios e lhe deu comida. Depois desses 80 dias terem passado ele voltou pra casa e contou para sua família toda a aventura que viveu e disse:
- Você vão contar para os seus filhos e netos o que lhes contei.
E assim aconteceu. Essa história foi passada de geração em geração.
(Áquilla)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Narrativas de aventura: texto 01

Iniciando as postagens de textos produzidos pelos autores mirins com os quais me deparo, apresento uma série de histórias escritas após tratar, em sala de aula, do texto narrativo. Mais precisamente de narrativas de aventura. Construímos uma sequência didática que partiu da leitura de trechos de romance de aventura, como Robinson Crusoé, contos populares, animações em vídeo, clipes musicais e narrativas incompletas, para a meninada completar, claro! Aproveitamos cada gênero diferente para fazer comparações, firmar conceitos e exemplificar elementos da narrativa, como personagens, tempo e espaço. A sequência culminou com redação de uma narrativa original, que, após receber as devidas correções, teve sua versão final exposta em painel dento da sala de aula. Mas isso foi pouco para o que surgiu.
Assim, abro a série com a surpreendente história de um herói e um vilão um pouco diferentes. Não adianto muito... Apenas espero que os leitores compreendam que a nossa autora joga bem com nossas expectativas e constrói uma narrativa, ainda que fantasiada, bem próxima a nossa realidade, onde os heróis nem sempre são o que esperamos. Leiam, pois!

Uma super aventura
Em uma dia, numa cidade chamada Cool, estava havendo uma grande luta entre um robô maligno e um super-herói. No final da luta, o super-herói venceu o robô, que foi destruído. Todo o povo gritava de alegria, e o super-herói foi para o seu esconderijo secreto, e só ele sabia o que havia lá dentro. No esconderijo, ele disse a si mesmo:
- Pronto! Derrotei o robô! Agora só falta executar o meu plano.
Anos depois, um homem chamado Thiago, que havia chegado à cidade, filho de vilões, apesar de a família inteira insistir que ele fosse vilão, nunca quis ser. Então, um dia, a mãe dele falou: - Se você não for vilão, então, você não será mais parte dessa família... Thiago, que amava sua família, escolheu não ser vilão.
Na cidade, apareceu outro homem, cobrindo a cara com uma máscara. Ele era um vilão que estava atacando a cidade, e o super-herói lutou contra ele, venceu a luta e desapareceu. Thiago viu tudo e ficou impressionado. Foi aí que resolveu perguntar a uma das pessoas da cidade:
- Para onde ele foi?
- Para o seu esconderijo, que fica perto da torre, mas dizem que é cercada por várias armadilhas. – contou uma pessoa.
Thiago foi até lá, passou pelas armadilhas com suas habilidades de vilão, quando abriu a porta, viu o plano do super-herói, que na verdade era um vilão e tinha um plano de escravizar as pessoas. Ele correu para avisar a todos, mas era tarde. Uma fumaça começou a se espalhar pela torre e todas as pessoas gritaram.
- Ahhhhhh... O que é isso?
- Vocês serão meus escravos agora. – disse o vilão que antes se fingia de super-herói.
A família de Thiago chegou na cidade e o ajudou a derrotar o vilão. Depois de conseguir derrota-lo a mãe disse a Thiago:
- Nunca iríamos deixar na mão um de nossa família. Agora somos todos heróis.
(Liddya) 

domingo, 7 de maio de 2017

Razão de ser de um texto

Do que é capaz uma criança entre 10, 12 anos? Há várias respostas, claro! Mas, se se pensar nas habilidades com a linguagem, na sua capacidade inventiva, que histórias pode criar? Como são capazes de nos envolver, mesmo tão jovens? E há idade para isso? Talvez... Ou não... Além do mais, que influências se poderão perceber em seus textos?  Enfim, essas são algumas das perguntas para as quais se podem suscitar respostas, através da divulgação dos seus escritos. É que, ao me deparar com jovens talentos, após provocá-los didaticamente, sinto-me obrigado a coletar suas produções e torná-las conhecidas, por sua originalidade e criatividade. Neste blog, portanto, compartilharei textos produzidos por escritores que talvez ainda não saibam do talento que têm. Porque, se foram escritos, merecem ser lidos; afinal, quem escreve algo, quando o faz, pretende que alguém o leia, ainda que seja ele mesmo o leitor. E esta é tão somente a razão de ser de um texto: ser escrito para ser lido. E esse é tão somente meu propósito em compartilhá-los. Sendo dada esta oportunidade, quem sabe alguém  não enxergue algo mais nesses pequenos escritores? E, assim , quem sabe, eles se sintam algo mais nessa vida!

Contos populares: texto 01

A história que abre essa nova série é uma narrativa baseada na leitura de contos populares. Embora pertença a um trabalho de exposição sobr...

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